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MÁSCARAS... “EU PASSO 'REIVA' COM AQUELE IRMÃOZINHO...”

MÁSCARAS... “EU PASSO 'REIVA' COM AQUELE IRMÃOZINHO...”

Zélia Maria Bonamigo
Jornalista e Antropóloga
zeliabonamigo@uol.com.br

– “Alô? É a Zélia? Viu, aqui na minha cidade cada dia tem mais casos do novo Coronavírus – Covid-19. E, ainda, encontro na rua pessoas que não usam máscara ou usam no queixo (as 'queixosas'). Estou com 'reiva', 'reiva', que nem sabe! Faça alguma coisa...”

– Como Elizeu Gomes, “passa 'reiva' com aquele irmãozinho”? Como posso ajudar?

– Escreva um artigo. Que tal? Leio sempre. – E desligou.

Mas como responder, acertadamente, ao dono daquela voz jovem de rapaz, que aqui chamo de João? Vem comigo espiar os sentidos das máscaras na História.

Vamos lá, João. As máscaras, utilizadas em diferentes épocas, falam de crenças, e expressões de diferentes povos, conforme as necessidades e dinamismos sociais particulares.

Por exemplo, ao fazerem seus rituais, grupos indígenas usam máscaras ritualísticas. Alguns preferem aquelas referentes aos seres poderosos, no momento de pedir ajuda para superarem algum perigo iminente. Povos africanos as utilizam em diferentes momentos, como nascimentos, celebrações, festas de casamentos, momentos de curas e funerais. Porque acreditam serem criadores da atmosfera necessária para criar a magia do momento, de representar antepassados ou deuses. Elas fazem sentido para eles.

Durante o culto da mumificação, os egípcios usam máscaras por acreditarem na continuação da vida depois da morte. Na civilização grega, no século V a.C., o desenvolvimento do teatro proporciona, também, o desenvolvimento de festas dionisíacas, apresentações de tragédias e de comédias gregas. Então as máscaras assumem o sentido teatral, ou seja, chamam a atenção para o caráter do/da personagem. Elas fazem sentido.

Entre os romanos, as máscaras assumem nomes de “personas” e “larvas”, conforme os personagens e, portanto, é costume utilizar mais de uma máscara em cada cena. Com a chegada da Idade Média, o seu uso se tornou mais comum nas festas profanas. Mas no Renascimento, além de adquirirem características de “farsas” nos castelos, quando as máscaras passaram a fazer parte do próprio traje, o teatro foi retomado em toda a Europa mediante a Commedia Dell'Arte. Fazem sentido para eles.

Na sociedade atual, máscaras são utilizadas nas festas folclóricas, como danças, procissões, carnaval, bumba meu boi, etc. e em rituais sagrados, a exemplo dos realizados por diferentes grupos indígenas e em rituais de origem africana. Fazem sentido para eles.

Em pandemias, como na Peste Negra, Gripe Espanhola e a do novo Coronavírus – Covid-19, elas passaram a fazer parte dos trajes individuais, na proteção, especialmente, da boca e do nariz, mas os olhos ficam bem atentos. Fazem sentido, para todos, João?

Não, João, você me diz que não. Pessoas que usam máscara no queixo, na mão, ou não a usam, ainda não a incorporaram às suas práticas atuais, talvez pela pouca sensibilidade com os outros, ou por não assimilarem as informações disponíveis a respeito.

E você, que tem casos de Covid-19 na família, e sabe das tristes consequências, faz o quê, então? João, brigar não ajuda. Desviar-se antes de se aproximar de pessoas “queixosas”, ou não usuárias de máscara, ajuda a amenizar a “reiva” e salva do pior. Outra ideia?

E você, leitor, também tem dificuldade com isso? Faça como João, entre em contato comigo e coloque seu ponto de vista. Vamos nessa?


Publicado por: Douglas Varela Data: 01/08/2020 10:58

Fotos

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Imagem: Moça cobre rosto, mas olhos permanecem atentos. Crédito: Rhett Wesley - Unsplash




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