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MAS VOCÊ NÃO É FORMADA?!?! – PARTE II

MAS VOCÊ NÃO É FORMADA?!?!  – PARTE II

Estar doente faz referência a um estado de corpo e alma bastante amplo, podendo variar desde um comprometimento leve, sem grandes chances de complicação, até um adoecimento profundo que, a longo prazo, poderá levar à morte. Contudo, independente do que aflija cada paciente que chegue à sala de espera no consultório médico, ocorre aí uma comunhão de sentimentos entre todos eles: a prevalência de um grande descontentamento. Esse descontentamento, também tido como desconforto ou mal estar, advém do desajuste fisiológico em que a pessoa doente se encontra. Explico: a dor, assim como a náusea, falta de ar, insônia, perda de cabelo ou escurecimento da visão são sintomas referentes a alterações metabólicas – uma doença, por assim dizer -, que não necessariamente é real – pensando aqui nos casos de hipocondria -, mas que naquele momento vem trazendo uma perda da qualidade de vida ao indivíduo. Portanto, cabe ao médico atuar no alívio desse desconforto – uma iniciativa cuja materialização não depende necessariamente da existência de um diploma pendurado na parede.

Nesse sentido, percebo quão vastas são as oportunidades que o acadêmico recebe para satisfazer as necessidades de apoio dos pacientes recebidos ao longo dos estágios supervisionados. Por mais que o aluno não apresente um conhecimento perfeitamente solidificado a respeito da história natural das doenças, ele conta com dois recursos indispensáveis para a efetivação de uma boa relação médico-paciente: tempo e empatia. Tempo para poder conversar abertamente com a pessoa que lhe senta na frente, questionando a respeito do seu passado sob os mais variados ângulos, à procura de alguma pista que salte aos olhos na tentativa de elucidação do quadro clínico; empatia, por sua vez, por conta de que a afeição pelo ser humano permanece aquecendo o coração do acadêmico, não tendo sido ele afetado (ainda!) pelos entraves da profissão - calúnias, metas e críticas... Por assim dizer, uma certa ingenuidade prevalece e permite que a consulta vire mais uma conversa do que necessariamente um monólogo cheio de reclamações.

Canso de ter meus preceptores batendo na porta do consultório para pedir, apressados, se já podem entrar e avaliar o que eu vinha fazendo até então. Nesse intercurso (40 minutos, às vezes 01 hora de conversa), tanta viagem no tempo: histórias e mais histórias de acontecimentos que influenciaram diretamente o estado de saúde do paciente no presente momento; hábitos antigos e acontecimentos até então supérfluos vem à tona carregados de significado, para construir um novo cenário consonante à elucidação daquele mistério. E tudo isso demanda tempo, vontade e sensibilidade para saber que um pouco mais de investimento pessoal pode fazer uma diferença gritante.

E entre uma consulta e outra não raramente saem frases como “Obrigada pela atenção!” ou “Nunca ninguém se interessou tanto assim por mim!”. A mais pura verdade: enquanto acadêmica, percebo a grande vontade que os alunos tem em reproduzir com primor tudo aquilo que vieram aprendendo; nisso entra a questão da empatia – saber ouvir e saber falar. Sem rebuscamentos ou meias-palavras, mas falar tudo o que se pode e que se faz necessário - da maneira mais suave possível, claro -; da mesma forma, ouvir abertamente sem demonstrar cansaço pelas repetições, muito menos interromper o paciente para induzi-lo a focar o discurso na sua queixa principal... Esse é o nosso papel!

Logo mais o médico chega e as cartas são colocadas na mesa. Entre uma prescrição e outra o último aperto de mão é dado e a consulta encerrada; por aquela porta sai uma pessoa melhorada, feliz pela receita carimbada e outro tanto pela conversa tida. Desde cedo, é isso que faz tudo valer a pena! Até a próxima!

 


Publicado por: Douglas Varela Data: 22/09/2020 09:35



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