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Suicídio por causa do trabalho pode ser evitado?

Suicídio por causa  do trabalho pode  ser evitado?

Estamos no mês de setembro, considerado como setembro amarelo. Mês esse destinado para pensarmos um pouco nas causas do suicídio, dessa forma trago fragmentos um artigo vinculado ao assunto.

Em períodos de recessão e crise econômica, as taxas de suicídio crescem. Segundo recente artigo publicado no British Journal of Psychiatry, nos EUA, 270 pessoas cometeram suicídio no trabalho em 2016, o que correspondeu a um aumento de 12% em relação ao ano anterior.

Acho todo suicídio chocante, mas quando esse ato extremo está relacionado ao trabalho se torna mais agravante, até por não ser um assunto novo, apesar de ser considerado ainda um TABU. Já imaginou uma trabalhadora se atirar de uma janela do edifício da empresa? Ou outro funcionário tentar se matar cravando uma faca no abdômen em plena reunião de trabalho quando soube da supressão de seu cargo? Esses dois casos não são fictícios e aconteceram no mundo real. Mas, afinal, o que leva uma pessoa a querer se suicidar por causa do trabalho?

Não dá para analisar esse tema sem lembrar as questões ligadas ao assédio moral e sexual, cada vez mais recorrente no ambiente laboral. Um empregado que está sofrendo o assédio no local do trabalho vai, aos poucos, sentindo-se frágil psicologicamente. Combater a violência moral deve fazer parte da política das empresas, que prezam por ambientes saudáveis. Antes que os casos de assédio cheguem aos tribunais, é preciso que as empresas criem um canal de diálogo genuíno e que providências sejam tomadas. O trabalhador precisa sentir-se apoiado e seguro no contexto da organização. Além desse fator desencadeador de um desequilíbrio emocional, que pode evoluir ao ato de suicídio, é preciso reconhecer que a instauração de um ambiente corporativo supercompetitivo, com pressões por cumprimento de metas absurdas, também desestabiliza pessoas mais suscetíveis à depressão.

Uma empresa que não quer ter seu nome associado a casos de suicídios deve investir em ações preventivas, criando mecanismos para ouvir os funcionários até mesmo em busca de indicação que possa identificar quem pode ter mais tendência a cometer uma atitude extrema. As empresas precisam ter profissionais capazes de reconhecer os sinais de danos mentais e físicos de um trabalhador que sofre assédio ou sente-se pressionado por cumprimento de metas. As empresas preocupadas em prevenir o suicídio de empregados podem criar ouvidorias internas com contato com os médicos do trabalho, não apenas para planejar ações como para acolher trabalhadores em busca de ajuda. Assistir o trabalhador que sofre, pode ser lucrativo à empresa, pois os VIVOS e motivados rendem mais.

 


Publicado por: Douglas Varela Data: 14/09/2018 11:41

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