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Marcio Pedro

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POR QUE SÓ DAMOS VALOR DEPOIS QUE PERDEMOS?

POR QUE SÓ DAMOS VALOR  DEPOIS QUE PERDEMOS?

Dostoiévski, um dos maiores romancistas russos cita em sua celebre frase que não há infelicidade maior do que um homem escravizado por suas quimeras. Relembrei desta frase sexta, voltando de Concórdia. Eu sentei no banco ao lado da janela e fiquei observando a paisagem com uma música romântica tocando em meus fones. Era Let Her Go.

A canção trazia a ideia dos opostos: “você só precisa da luz quando está escurecendo, só sente falta do sol, quando começa a nevar, só sabe que a ama quando a deixar ir, só sabe que estava bem quando está se sentindo pra baixo, só odeia a estrada quando está com saudade de casa, só sabe que a ama quando a deixar ir. E você a deixou ir”. Comecei a pensar, então, o quanto somos movidos pelo imediatismo, e muitas vezes, vivemos no modo automático, sem pensar naquilo que temos, querendo sempre mais e mais, sendo escravos de nossos sonhos e só valorizando o que tínhamos, quando perdemos.

Um belo clichê, que sempre escuto na roda de amigas é presenciar elas falando que perceberam o quanto amavam o menininho depois que terminaram seus relacionamentos, ou até mesmo, comentários dos mais velhos, os quais dizem que dariam tudo para voltar a ter 16 anos e aproveitar melhor a vida. E então, questiono-me, por que o arrependimento só vem depois? Por que precisamos nos quebrar a ponto de não conseguir juntar mais os pedaços para então perceber o quão sublime era o que tínhamos?

Uma das possíveis respostas que pude chegar, foi um fato que não é de total responsabilidade individual. A sociedade impõe alguns estereótipos e acabamos seguindo. Porém, essa cobrança desenfreada faz com que adoeçamos. Que não consigamos aproveitar profundamente todas as oportunidades e momentos que a vida tem a oferecer.

Corremos tanto, somos escravos do sistema e vivemos dia após dia apenas pensando em trabalhar ou estudar para então conquistarmos nossas quimeras e nos gabarmos para pessoas que nem sequer gostamos. E quem sabe, pessoas que nem se importam conosco.

Mas para quê? Para nos transformar, como diria John Green, através de notas de papel, em pessoas de papel que compram coisas tão fugazes e vazias quanto o papel?

Não quer dizer que nos ocuparmos com o futuro seja errado. É necessário, afinal precisaremos nos sustentar e ter doletas para trocar a tela trincada do celular...

Mas quando essa ganância nos consome a vida, é necessário repensar. Precisamos ter um tempo para dedicar às pessoas que amamos, atividades que gostamos e a nós mesmos. Prestar atenção aos pequenos detalhes, talvez tomar um café vendo sol se pôr, rir em uma roda de amigos como se não houvesse amanhã ou ficar aconchegada ao colo dos pais são os tempos mais bem investidos.

Pois o tempo gasto com aquilo que verdadeiramente amamos é imutável e indestrutível. De modo que, nossas sensações nos acompanharão por toda a eternidade.

E dinheiro nenhum poderá comprá-las ou vendê-las.

As pessoas se arrependem depois que perdem, pois foram rasas enquanto tinham. Fizeram do amor uma moeda de troca e acabaram barganhando a si mesmas.

 


Publicado por: Douglas Varela Data: 07/10/2019 08:19



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